sábado, 12 de maio de 2012

Amor incondicional


Toda mãe cria seus filhos, com um imenso desejo que eles sejam muito felizes.
Assim deseja Maria, ao seu menino. Mãe solteira dá um duro danado para sustentar o seu pimpolho, só vive por ele, só por ele ela respira.
Ainda em sua adolescência se apaixonou e ao Anderson se entregou. Desse amor nasceu Rodrigo. Anderson não gostou da ideia de ser pai, sugerindo que Maria abortasse o menino. Ela, criada dentro dos preceitos cristão recusou a ideia infame de assassinar o inocente que crescia dentro do seu ventre, o pai, também ainda um garoto deu as costas pra Maria, a menina sozinha lutou contra o preconceito, a depressão, diante da fragilidade do momento e o seu filho, ela acolheu.
A vida está cada vez mais cara, fazendo Maria enfrentar sol e chuva, saindo bem cedinho, muitas vezes até antes do sol nascer, pra buscar o sustento do seu menino. Por sorte, em sua vida também pode contar com a ajuda de um anjo que está sempre iluminando os seus caminhos, deixando mais leve a sua lida, esta é a sua mãe, seu porto seguro, um verdadeiro anjo protetor. Em suas mãos Maria deposita o seu maior tesouro, que é o seu bebê. Enquanto sai pro trabalho, tranquila  ciente que com ela seu filhote está seguro e isso não têm dinheiro que pague.
Depois que Rodrigo nasceu a veneração por sua genitora só faz aumentar, lembra a jovem mãe sorrindo pra imagem do seu bebê, que hoje está a coisa mais linda do mundo, enchendo o coração de Maria de alegria.
O tempo passou, criou Maria o seu menino, sendo ele a dimensão do seu mundo, porém o seu bebê cresceu. Cabelos de príncipe, roupas de homenzinho e junto à decepção de Maria, quando descobre que o filhinho não desejava pro seu futuro o mesmo que a mãezinha. Com um sorriso triste nos lábios, Maria pensa: Seria bom que as mães pudessem parir junto com seus filhos, também o seu destino.
Quando os filhos crescem, eles se mostram como são e nem sempre é o esperado por suas mamães. O paraíso que ela construiu em torno do seu filhote começa a se romper e Maria se vê mergulhada em lágrimas, desejando proteger sua cria, sem poder. O colo e o abraço de mamãe Maria não cabem mais. Rodrigo, ele cresceu e se rebelou, por mais que ela o aconselhe seguiu o seu caminho, indiferente ao choro de Maria, ele partiu.
O mundo ficou vazio, para Maria nada mais em sua vida tinha sentindo, pois se acostumou em viver para Rodrigo.
Mamãe Maria, triste, senta e espera o retorno desse filho, a paciência estampada em seu semblante é apenas aparente, essa tem o coração apreensivo, com a ausência do seu menino, até que um dia ele volta.
Maria, estourando de alegria aninha seu filho em seus braços, desejando perpetuar esse momento, mas enfim percebe que o filho está mudado, coração de mãe se agita e pergunta:
__ Filho, você é feliz?
__ Mãezinha, andei por esse mundo afora em busca de liberdade. Perdão, mas às vezes você com o seu imenso amor, me sufoca, podando meus pensamentos, minhas asas. Sou teu filho, faço parte de você, mas não sou você, tenho meus desejos, meu querer. Me deixa crescer, pra que eu possa sozinho encontrar a minha felicidade!
Maria, magoada abaixa a cabeça, com os olhos em lágrimas.
__ Mãe, não me queira mal, agradeço tudo que a senhora fez por mim! Mas agora, me deixa andar com as minhas próprias pernas, não vim pra ficar, estou apenas de passagem!
__ Filho querido, se o meu amor te faz tão mal, volta pro lugar que você veio. Ficarei aqui só em meu canto rezando por você, pela tua saúde, pela tua felicidade, afinal, mãe vive para os filhos, os meus pensamentos a ti pertence, filho querido. Eu te abençoo  e se caso um dia desejar voltar ao seio do teu lar, eu estarei aqui a tua espera, de braços abertos para te acolher em meu abraço!

                        
 Beijos e forças pra todas as mães!
  
FELIZ DIA DAS MÃES!


Dilma Lourenço Moreira




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