sábado, 20 de agosto de 2011

Nico, o ratinho comilão






Mamãe rata fez um suculento manjar de queijo para o jantar. Estava de lamber os beiços. Nico e Nicole, os filhotes, estavam salivando em volta do manjar exposto na mesa, porém, mamãe rata dona Jujú sugeriu um passeio antes do jantar, enquanto o manjar de queijo esfriava. Nico protestou, alegando estar com muita fome.

Dona Jujú disse, sorrindo:

__ Hora Nico, que novidade! Você está sempre com fome.

__ Mas, mãe! Se eu não comer agora, vou desmaiar. Disse o ratinho, simulando um desmaio.

Mamãe rata e Nicole se divertem com a figura de Nico jogado no chão, fingindo estar passando mal.

__ Vem Nicole! Vamos dar uma volta no jardim. A noite está quente, o céu estrelado. Vamos nos deliciar com o panorama que está fazendo lá fora.

__ Pois eu prefiro me deliciar com o manjar aqui dentro. Resmungou Nico, de olho no jantar.

Dona Jujú, acostumada com o exagero do filho sai sorrindo, acompanhada por Nicole.

Mesmo contrariado, Nico segue a mãe e a irmã, no passeio. Estas ficam encantadas diante da beleza da noite, enquanto o ratinho não consegue esquecer-se da guloseima que está sobre a mesa.

Logo, Nico pergunta pra mãe.

__ Mãe, estou com sede, posso entrar em casa pra tomar um copo de água?

__ Pode filho, mas não toque no jantar.

__ Deixa comigo, mãe! Responde Nico, entrando velozmente dentro de casa.

A jarra com água estava na mesa do lado do manjar de queijo.

 Nico enche o copo com água, de olhos vidrado na guloseima, tomando a água em um gole só, olha pra um lado, olha para outro, não vê ninguém, mais que depressa passa o dedo na calda do manjar lambendo várias vezes, não consegue parar.

__ Hummm, Hummm, Hummm! Que delícia! Como diz a vovó, esse manjar está dos céus, e de comer rezando! Vou dar só uma beliscadinha!

E quem disse que o ratinho conseguiu parar na beliscadinha, quando se deu por satisfeito percebeu que tinha comido o manjar inteiro, não sobrou nem a calda.

__ Xiii! E agora, mamãe vai me matar!

Porém, não demora muito aquela comilança toda começa a dar um reboliço na barriga de Nico e ele começa a gritar de dor, mamãe rata corre para dentro de casa assustada com os gritos do filho, encontrando o ratinho Nico ao lado do prato de manjar vazio, com a barriga estufada, todo suado, gritando de dor na barriga.

A rata Jujú, mais que depressa chama o médico Biafra, o sapão mais antigo do brejo, esse chega rápido medicando um purgante poderoso para Nico, que passou a noite fazendo pequenas viagens, da cama para o banheiro. Nicole, a irmã, apesar de ter ficado sem o jantar, não conseguia parar de rir da cara de Nico.

__ E aí irmãozinho, como você está? Não precisa nem responder, pela a tua cara está se sentindo o próprio rei, depois de ter passado a noite inteira no trono. Ká, Ká, Ká!!!

__ Não ri não, maninha, já aprendi a lição. Mamãe tem razão. Quando a gente come tudo sozinho sem compartilhar com ninguém, a barriga dói.

__ Pelo menos, em por enquanto Nico, você é o rei por aqui! Diz a irmã, gargalhando, assistindo o ratinho guloso se contorcendo a caminho do banheiro. Com uma mão segurava a barriga e a outra segurava o bumbum .

  Enquanto isso, Nicole continuava se divertindo.

__ Ká, Ká, Ká!!!

Quando o ratinho passa por perto dela, diz apertando o nariz.

__ Nossa, que cheiro! Tem alguém aqui que está com a cueca florida. Ká, Ká, Ká!!!

Dona Jujú se aproxima, dizendo:

__ Filha, para de amolar seu irmão, ele já recebeu a sua lição!

Nico responde, com cara de choro.

__ Pode ter certeza mamãe, nem tão cedo quero ver um manjar de queijo na minha frente!

Nicole diz, desdenhando:

__ Que pena Nico! Mamãe acabou de fazer outro manjar de queijo, tem certeza que não quer nem mais um pedacinho?

Nico, assim que ouviu essas palavras saiu correndo para o banheiro, aliviando o peso no estômago.

__ Já chega Nicole! Vá já pra cozinha preparar um chá pro seu irmão!

__ E por que eu, mamãe?

__ Pra aprender a não se divertir tanto com o sofrimento alheio, filha! Seja misericordiosa com a dor do próximo, que Deus será também com a tua.




                                            Dilma Lourenço Moreira


Um comentário:

  1. Suas histórias são sempre cheias de grandes ensinamentos e emoções e os personagens que usa um entanto só.
    Abraços

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