sexta-feira, 15 de julho de 2011

O presente





A ursinha panda está fazendo aniversário e pediu de presente pra mamãe, uma irmãzinha.

__ Você me dá, mamãe, uma irmãzinha de presente de aniversário? Ser filha única é muito ruim, mamãe. Não tenho com quem brincar, nem brigar, é muito chato, você me dá, hem?

A mamãe panda, carinhosa diz pra ursinha:

__ Vou pensar no seu caso pandinha, mas por enquanto, mamãe e papai compraram de presente de aniversário pra você esse lindo vestido azul, espero que você goste.

__ É lindo o vestidinho azul mamãe, obrigada!

Dona ursa percebendo a cara de decepção da filha resolve antecipar para a pandinha um acontecimento de muita importância para toda a família.

__ Mas também tenho uma surpresa, o seu pedido foi atendido, logo você ganhará um irmãozinho ou uma irmãzinha.

__ Puxa, mamãe!!! Tão rápido? Quando foi que meu irmãozinho entrou aí na sua barriga, que eu não vi? E vai demorar pra ele sair daí da sua barriga?

__ Não, filhinha! Logo teremos a visita da cegonha!

__ Cegonha, Mamãe! Eu também cheguei assim, no bico da cegonha?

__ Cegonha é só uma maneira de falar, pandinha. O seu irmãozinho está aqui dentro da minha barriga.

__ Há, lembrei! Você já me disse que os bebês são sementinhas que nascem da união de amor do papai e da mamãe.

__ Muito bem, minha ursinha! Vejo que você não esqueceu.

E continuou a ursinha:

__ Mas também lembro que eu te fiz outra pergunta e você me respondeu que eu não tinha maturidade ainda para compreender e agora já tenho. Olha como eu estou grande!

Mamãe Panda sorri sem graça.

__ Fala mamãe, como as sementes dos bebês vão parar nas barrigas das mamães?

O papagaio que ouvia toda a conversa de cima da árvore, não conseguiu segurar a gargalhada:

__ Há, há, há! Epa, esse papo muito me agrada! E o papagaio se juntando a ursinha panda, perguntou:

__ E então, mamãe panda! Como esse pandinha foi parar aí na sua barriga, hem?

O girino ia passando e também parou para ouvir a resposta de dona panda, dizendo:

__ Eu também estou curioso! A vovó disse que os bebês entram pela boca.

__ Pela boca! Há, há, há, há! Há essa tua vó é do baco, baco e depois o piadista sou eu.

__ Cala boca, papagaio! Gemeu a dona panda, sem graça.

__ Há, está constrangida? Quero ver como você vai se sair dessa! Se quiser, deixa que eu respondo, que eu abro logo o verbo! Ofereceu-se o papagaio enxerido.

Logo, em volta de dona panda, além da pandinha e o girino, estão os gêmeos cangurus, Toni e Biau e as macaquinhas Marisa e Malú, enquanto isso, o papagaio rolava no chão de tanto que ria, se divertindo com o constrangimento da mamãe panda.

__ E então mamãe! É mesmo pela boca que entram as sementes dos bebês? Perguntou a pandinha, curiosa.

__ Responde, dona panda! Por onde entram as sementes dos bebes? Insistia o papagaio com dona panda, deixando-a corada diante da situação.

A ursa panda fica um tempo pensativa, procurando as palavras corretas. Estava cercada de carinhas curiosas, no entanto tem certos conhecimentos que podem esperar. O melhor momento da infância é a inocência e esse sentimento angelical ninguém tem o direito de terminar. Diante desse pensamento diz pra filhinha, com carinho:

__ Pandinha, querida! Lembra que a mamãe tinha dito que tem certas questões que precisamos de maturidade para compreender?

__ É, você sempre me diz que tem certos saberes que podem esperar!

__ Então essa é uma delas! Um dia, quando vocês tiverem maturidade para compreenderem, todas as questões serão reveladas.

__ E como nós vamos saber que temos maturidade? Pergunta o girino.

__ Ufa, dona panda, que saia justa! Disse o papagaio. Essa de maturidade até eu posso responder!

__ Sai pra lá, papagaio! Quem não atrapalha muito ajuda! Resmungou a dona panda, dando um puxão no rabo da ave, que mais que depressa foge pro alto da árvore, longe do alcance de mamãe panda, que se vê toda atrapalhada diante do interrogatório da criançada.

__ Fala, tia! Insistia a macaquinha Malú. Como sabemos que temos maturidade?

O papagaio, escondido por trás das copas da árvore, responde soltando uma gostosa gargalhada.

__ Quando você também estiver fazendo bebês! Há, há, há, há!

__ Cala essa boca, papagaio intrometido! Gritou dona panda, nervosa. Crianças ignorem o que essa ave ignorante acabou de falar, mesmo porque, nem sempre quem gera bebês tem maturidade. Às vezes elas vêm acidentalmente, pegando os pais ainda imaturo! E continuou dona panda olhando no rostinho da macaquinha de olhar ansioso, dizendo: Malú, meu anjo, nós sabemos que chegamos à maturidade quando passamos a compreender melhor os fatos da vida. Agora, enquanto a maturidade de vocês não vem, que tal todos nós brincarmos de pique, esconde? Sugeriu a dona panda, para os filhotes.

__ Oba!!! Mamãe! Está com você, pode começar a contar! Gritou pandinha, animada.

Nisso, os filhotes saíram correndo no meio do bosque, felizes com a brincadeira, com a certeza que é tempo de ser criança!



  

Dilma Lourenço Moreira




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