sexta-feira, 29 de abril de 2011

O papagaio e a coruja




O papagaio Fernando estava fazendo uma limpeza em sua casa, quando achou um lindo anel.

O papagaio foi correndo mostrar o anel para a sua vizinha Gabi, a corujinha mais linda da floresta.

A corujinha Gabi ficou encantada com o brilho do anel.

__ Que anel lindo, Fernando! Dá pra mim?

__ Só se você me der um beijinho!

__ Nossa, papagaio! Como você é grosso!

__ Grosso não, eu sou direto! Agora eu tenho um anel e posso me casar!

__ E quem é a louca que vai querer casar com um papagaio, de boca suja!

__ É você Gabizinha, que vai ser a minha noiva! Sou um papagaio de boca suja, mas você quer o meu anel!

__ Há, há, há! Com tantos partidos bons aos meus pés, você acha que eu vou me casar justamente com um papagaio! Sabe o que dizem de você, pela mata? Que você não tem cérebro, só repete o que ouve! E não sei se você percebeu, mais eu sou uma coruja de espécie rara e você é um reles papagaio, que pensa que é esperto. E se pra ganhar o anel eu tenho que casar com você, então eu estou fora!

__ Que pena Gabizinha! O anel é de ouro maciço. Dizia o papagaio mordendo o anel, atiçando a ambição da coruja.

A coruja deu de ombro e deixou o papagaio falando sozinho, no entanto ela estava fascinada com o brilho do anel e jurara para si mesmo que aquele jóia seria dela.

Mas como tirar o anel do papagaio Fernando, apesar de ter boca suja era ele considerado inteligente e com muita astúcia!

A Coruja Gabi pensou o dia inteiro, em uma maneira rápida e fácil de passar a perna no vizinho e ficar com o anel. Ela tinha verdadeira aversão pelo papagaio Fernando, que passava o dia inteiro jogando beijinhos e se insinuando para ela. Mas aquela jóia a tinha enfeitiçado, a corujinha não pensava em outra coisa a não ser no brilho do ouro. Precisava por a mão naquele anel, sem ter que casar com o gaiato papagaio.

No dia seguinte a coruja foi falar com o papagaio Fernando.

__ Oi Gabizinha! Veio marcar a data do nosso casório?

__ Nem sonhando, papagaio! Vim te pedir pra você por preço no anel, que eu quero comprá-lo.

__ Há, há, há! Agora quem diz nem sonhando, sou eu! Se você quer o anel, vai ter que casar comigo!

A coruja vai saindo de cabeça baixa, quando o papagaio a chama.

__ Gabizinha, como eu sou um papagaio camarada, tem um jeito de você levar esse anel sem casar comigo! Vamos fazer uma aposta?

A coruja se voltou animada.

__ Uma aposta! E qual é papagaio?

__ Quando eu estava fazendo limpeza na minha casa encontrei junto com o anel um kit que precisamos ter em nossa casa depois de casados, se você conseguir responder para que serve cada item desse kit do casório, você pode ficar com o anel de graça pra você, agora se errar, vai ter que casar comigo!

Enquanto o papagaio astuto ia falando, ia colocando na frente da coruja os itens do kit do casório: algodão, elástico, clipes, bolinhas de gudes, borracha e balas.

__ Como que é Gabizinha! Vai querer apostar ou vai amarelar? Cada objeto desse kit representa os sentimentos que vamos precisar ao longo de nossas vidas como casal. Você é capaz de identificar qual é o sentimento que está escondido em cada objeto desses kits? Vou te fazer seis perguntas, se você conseguir acertar apenas uma resposta, o anel é seu!

__ Há papagaio! É só isso que eu tenho que responder, pra que serve esses objetos? Mas é muito fácil! Aposta aceita! O algodão serve pra limpar os nossos ferimentos.

__ Errou! O algodão serve para tornar macia a nossa caminhada. E o elástico, Gabi! Serve pra quê?

__ O elástico serve para prender objetos.

__ Não! O elástico serve pra nos lembrar que devemos ser flexível diante da vida! E os clipes, você sabe para que serve?

__ O clipes serve pra prender papéis.

__ Errou de novo, Gabizinha! É para nos ajudar a nos permanecer sempre unidos! E as bolinhas de gudes, você sabe para que serve?

__ Ora, as bolinhas de gudes é brinquedo de criança.

__ Dammm!!! É pra nos lembrar que não importa o que aconteça, a vida continua rolando. Você ainda tem duas chances, e a borracha, serve pra que?

__ Para apagar os nossos erros.

O papagaio não agüenta a cara da coruja e racha o bico, rindo da cara dela.

__ Há, há, há! Errou outra vez! A borracha serve pra nos mostrar que a vida pode começar de novo todos os dias. Agora a última pergunta e sua última chance, e as balas, você acha que serve pra que?

__ Para adoçar a boca!!! Responde a coruja, roxa de raiva.

__ Há! Há! Há! Ai, ai! Que estou passando mal, estou até com dor na barriga de tanto eu rir! Quase isso, Gabizinha! É pra nos lembrar que a vida precisa ser doce e necessita de carinho!

__ Que pena Gabizinha! Você não prestou atenção, eu deixei bem claro que cada objeto da lista representava um sentimento, um momento de nossas vidas.

No dia seguinte tinha um recado na porta do papagaio.

Estão todos convidados para o casamento do papagaio Fernando e da coruja Gabi.




Dilma Lourenço Moreira


2 comentários:

  1. Oi Dilma, obrigada por sua visita e participação!! Amiga muito obrigada por esta seguindo o vivendo pela palavra, olha eu ja ter sigo faz um bom tempo sou uma das primeiras, sou um ade blusa roseo.

    Um abraço

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  2. Uma história encantadora que muito nos ensina e de forma bem didática e divertida.
    Um grande abraço

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