quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Siga apenas os bons exemplos






Toni é um menino muito complicado, estava sempre arrumando confusão. Onde tinha uma briga, podia contar que Toni estava no centro da bagunça.
Quando alguém reclamava do seu comportamento, logo Toni dizia.

__ Eu não fiz nada!

Um dos defeitos de Toni era nunca admitir os seus erros, sempre a culpa era do amiguinho, jamais dele!

Na escola, muitas vezes a professora mandava-o para a sala da diretoria por mal comportamento, permanecendo lá de castigo até que o responsável por ele fosse buscá-lo.

E lá ia sua mãe dona Sara buscar Toni e escutar pela milésima vez da diretora, que o seu filho não sabia se comportar em sala de aula, que não tinha educação, que só criava problemas, gritava a diretora inconformada dizendo que era tudo culpa dos pais, que não sabiam como educar seus filhos e continuava a diretora indignada:

__ Alguém precisa colocar um freio neste garoto! Falava a diretora para a mãe de Toni, que não sabia onde por a cara de tanta vergonha.

Dona Sara, a mãe de Toni sofria com toda aquela situação, não entendia porque Toni se comportava daquela maneira, tem tudo o que quer e até um pouquinho a mais, tem uma mãe compreensiva e até um pai brincalhão, quando aconteciam esses incidentes na escola os pais de Toni se reuniam com ele depois do jantar para discutir o assunto e ter com o filho uma longa conversa.

Toni chorava, fazia cara de vítima dizendo que a culpa foi do coleguinha que estava sempre provocando ele e continuava Toni com suas mentiras.

__ Pai, a professora está de marcação comigo! Não deixa nem eu explicar já me manda direto para a sala da diretoria, ela não sabe fazer outra coisa, por nada manda a gente para a diretoria! Diz Toni soluçando de tanto chorar.

O pai de Toni pergunta para o filho, preocupado.

__ Filho, o que te falta? Por que você age desta forma?

__ De que forma, pai? Eu me comporto bem!

A mãe de Toni, dona Sara, diz olhando nos olhos do filho:

__ Toni, se você se comportasse bem, a tua professora não te mandaria para a diretoria.

O pai de Toni torna a interrogar o filho.

__ Filho, você tem algum problema com a sua professora?

__ Todos, pai, ela é uma chata! Eu estou quieto na minha cadeira, ela me manda para a lousa, se eu falo que não sei fazer os exercícios me leva direto para a diretoria, não deixa nem eu explicar alegando que se eu não sei resolver os exercícios é porque estava conversando na hora que ela estava explicando a matéria e tudo não passa de uma baita mentira dela.

O pai permanece pensativo com olhos fixo no filho, logo em seguida decide.

__ Toni, amanhã mesmo vou falar com a tua professora, quero tirar isso a limpo!

__ Tudo bem pai, ela está precisando mesmo de uma lição!

__ Mas até lá Toni, você está de castigo! Decide dona Sara. Nada de TV, nem vídeo-game!

__ Há, está vendo pai, ela não acredita em mim!

__ Filho, você precisa admitir seus erros! Diz a mãe carinhosamente passando a mão nos cabelos do filho. Errar todo mundo erra, mas quando a pessoa não quer reconhecer os seus erros, por orgulho ou até mesmo por ignorância, esse, continua errando e o pior, cometendo os mesmo erros, se tornando um ciclo vicioso deixando até mesmo de aprender com seus erros!

Toni olha para o pai, intrigado.

__ Pai, eu não entendo, é preciso errar para aprender?

__ Não necessariamente filho, às vezes nós aprendemos, observando as pessoas se dando mal por terem cometidos erros em suas vidas, por exemplo: Se um amiguinho seu faltar com o respeito com a professora ele vai se dar mal, porque vai para a diretoria, certo?

__ Certo, pai!

__ E se você imitar a falta de respeito deste coleguinha vai acontecer o mesmo com você, porque todo ato tem suas conseqüências, você entendeu, filho? Esse menino não é um bom exemplo, temos que imitar aqueles garotos que são comportados, porque esses sim são bons exemplos!

__ Entendi pai, os meninos que não vão para a diretoria são os bons exemplos e os meninos como eu, que estão sempre na diretoria são considerados os maus exemplos!

__ Isso mesmo filho, devemos seguir sempre os bons exemplos!

No dia seguinte, Toni vai para a escola e se senta ao lado do menino mais comportado da sala de aula.

A professora pede que Toni volte para o seu lugar.

__ Não professora, o meu pai disse que era para eu seguir os bons exemplos e o Luiz Cláudio é um bom exemplo, tudo que ele fizer eu vou fazer também!

A professora não compreendeu nada, mas permitiu que Toni ficasse sentado onde estava.

Luiz Cláudio era chamado o CDF da classe, era ótimo em todas as matérias e nunca ia para a diretoria por mal comportamento.

Nisso se passou um mês, dois meses com Toni ali firme em sua decisão, continuava imitando Luis Cláudio. A professora estava muito contente com o comportamento de Toni e era todo elogio para ele, as notas do boletim também melhoraram, os pais de Toni estavam felizes com o novo comportamento do filho. Até a diretora estava estranhando de não ver mais Toni em sua sala. A vida de Toni também mudou, não tinha mais castigos, a professora estava sempre sorrindo para ele e seus pais não mais se envergonhavam do seu comportamento.

Terminando o ano letivo, Toni era considerado uns dos melhores alunos da classe.

Na festa de final de ano a professora foi cumprimentar e parabenizar os pais de Toni, que estavam presentes. Felizes aplaudiam o filho recebendo o certificado de melhor aluno do ano.

__ Dona Sara, senhor Roberto, os senhores estão de parabéns! O Toni está com ótimo comportamento, suas notas foram as melhores e gostaria que os senhores revelassem a todos os pais aqui presentes o segredo de toda essa mudança!

Foi Toni quem respondeu todo orgulhoso.

__ Estou apenas seguindo os conselhos do meu pai, para uma pessoa se dar bem na vida basta seguir os bons exemplos!



Dilma Lourenço Moreira



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