segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Joaninha e o casulo






A Joaninha Tetéia caminhava cantarolando em meio ao bosque até que ouve um choro baixinho vindo de uma trilha perto dali. A Joaninha se aproxima de mancinho quando percebe que o lamento vem de uma árvore, chega mais perto e entre os galhos da árvore centenária se escondia um casulo.

O choro de desespero feria também o coração da Joaninha Tetéia.

__ Algum problema ai, amigo? Pergunta Tetéia preocupada.

__ Não senhora, está tudo bem! E quem é a senhora?

__ Meu nome é Tetéia e o seu?

__ Meus amigos me chamam de Zulú!

__ Então Zulú, por que você está chorando?

__ É que eu estou com muito medo, dona Tetéia!

__ Medo do que, amigo?

__ Até a pouco tempo eu era uma lagarta verde e visguenta que se arrastava pelo solo, ninguém nem olhava para mim, eu era totalmente ignorado, agora estou preste a sair desse casulo, terei asas belas e coloridas e voarei livre feito os pássaros no céu!

__ É por isso que está com medo, amigo Zulú? Isto é motivo de comemoração e não de choro. Você está evoluindo de lagarta para borboleta, ou seja, você está progredindo passando de um ciclo para outro, essa evolução você fez por merecer, é o mesmo que um espírito super- evoluído passar a ser um espírito angelical!

Ainda assim, a lagarta Zulú encolhida dentro do casulo tinha os olhos tristes.

__ Mas, e se eu não conseguir voar? Pergunta a lagarta insegura banhada em lágrimas.

__ Claro que você consegue! Não foi a toa que você ganhou este merecimento, você está pronto para voar. Tenha fé! Coragem amigo!

__ Vem, eu te ajudo! Disse a joaninha Tetéia estendendo as patinhas para a lagarta tímida.

__ Amiga Joaninha, e se eu não tiver preparado!

__ Relaxa amigo Zulú, a mãe natureza não deixaria você chegar nesse estagio se você não tivesse preparado. Venha! Chegou a sua hora de ser feliz!

A lagarta toma coragem e rompe o casulo levantando vôo batendo suas asas douradas. A borboleta e a joaninha voam felizes fazendo piruetas no ar.

Assim como a lagarta Zulú, tem gente que tem medo de ser feliz, atravessando a vida escondido em um casulo, deixando o tempo passar, ficando estacionário, deixando de evoluir.



Dilma Lourenço Moreira

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